Turismo Sustentável
Turismo Sustentável
O Instituto Bancorbrás atua como impulsionador de iniciativas e negócios que promovem práticas de turismo responsável, focadas em sustentabilidade e impacto positivo no meio ambiente, nas comunidades, na economia e na cultura local. Como investidor social privado, estamos comprometidos em colaborar com organizações de relevância e impacto para o turismo no Brasil.

Todas as pessoas envolvidas fazem parte do projeto Menanehaliti — nome que o povo Haliti-Paresi escolheu para suas iniciativas de turismo e que, na língua Aruak, significa algo como uma “continuidade sem fim”, um “projeto duradouro” — e foram capacitadas com a metodologia da Universidade Vivalá de Negócios, amplamente testada com mais de 10 mil horas de aplicação e 700 empreendedores comunitários já formados. Além da jornada de quase três meses, está previsto um acompanhamento trimestral até fevereiro do próximo ano.
A iniciativa faz parte de um plano para garantir que o turismo regenerativo e o etnoturismo avancem na região de forma estruturada, com os povos indígenas protagonistas das experiências e tendo acesso a ferramentas e conhecimentos teóricos e práticos para desenvolver operações profissionais, responsáveis e capazes de gerar bem-estar coletivo. De acordo com o relatório apresentado durante o evento, os módulos da capacitação foram 100% práticos e realizados de forma on-line, por meio de conteúdos disponibilizados todas as segundas-feiras e, aos sábados, aconteciam encontros síncronos em grupo. Durante toda a semana, os participantes tinham acesso a dois facilitadores disponíveis para dúvidas e suporte.
O projeto conta com o investimento do Instituto Bancorbrás, organização que tem um foco claro no desenvolvimento do turismo sustentável e de base comunitária no país, e entende este tipo de atuação como ferramenta de fortalecimento comunitário e da cultura dos povos indígenas da região, além da geração de renda.

Com foco no desenvolvimento territorial sustentável, o projeto promoverá capacitação profissional, mentorias, oficinas, articulação comunitária e fortalecimento de redes locais, utilizando o turismo de base comunitária e o turismo regenerativo como ferramentas para geração de renda, valorização cultural e proteção do patrimônio natural e sociocultural amapaense.
“Enxergamos no Amapá um território com enorme potencial de desenvolvimento, riqueza cultural e capacidade empreendedora. Acreditamos que o desenvolvimento sustentável acontece quando as próprias comunidades são protagonistas da transformação de seus territórios. Nosso papel é atuar como ponte, conectando pessoas, conhecimento e oportunidades para fortalecer negócios locais, gerar prosperidade e criar relações duradouras que contribuam para o crescimento da região”, afirma Claudio Roberto Nogueira de Souza Filho, Diretor Executivo do Instituto Bancorbrás e Diretor Geral de Negócios do Grupo Bancorbrás.
O público-alvo inclui empreendedores formais e informais, agricultores familiares, produtores agroecológicos, artesãos, mestres de saberes tradicionais, comunidades ribeirinhas, quilombolas e indígenas, jovens, mulheres, agentes culturais, guias, condutores turísticos e lideranças territoriais.
Segundo a presidente do Instituto Aupaba, Luciana De Lamare, o projeto parte do reconhecimento das potencialidades locais como motor do desenvolvimento. “O Viver Territórios Amapá nasce da escuta dos territórios e da valorização das pessoas que constroem diariamente a identidade cultural, social e econômica do estado. Nosso objetivo é fortalecer capacidades locais e criar oportunidades sustentáveis que permaneçam além da duração do projeto”, destaca.
Com foco na educação patrimonial e no afroturismo, o projeto propõe experiências imersivas que resgatam histórias frequentemente invisibilizadas nos roteiros tradicionais. Durante as caminhadas, os estudantes terão a oportunidade de conhecer marcos históricos, personagens e territórios fundamentais para a construção da identidade paulistana, estimulando o senso crítico, a valorização da diversidade e o pertencimento.
A iniciativa reforça o papel do turismo como ferramenta de transformação social, conectando educação, cultura e cidadania. Ao direcionar as atividades para jovens da rede pública, o projeto contribui diretamente para a democratização do acesso à história e à memória negra na cidade.
Para o Instituto Bancorbrás, a parceria representa um avanço estratégico no fortalecimento de práticas de turismo responsável e regenerativo.“Une o propósito do Grupo Bancorbrás ao nosso compromisso com o turismo sustentável, oferecendo experiências memoráveis que preservam culturas, educam e transformam o olhar das futuras gerações. Como articuladores desse ecossistema, expandimos nossa atuação ao investir em iniciativas que resgatam o protagonismo da história negra e sua contribuição aos monumentos históricos, integrando a responsabilidade social à estratégia de crescimento do negócio”, afirma Cláudio Roberto, Diretor Executivo do Instituto Bancorbrás.
Essa colaboração, segundo ele, é fundamental para consolidar o Grupo como referência em turismo regenerativo, em que a educação de jovens gera valor social, cultural e econômico para as comunidades. “Reafirmamos nossa missão de ser um ecossistema de turismo que promove experiências de valorização da cidadania e diversidade em cada roteiro de afroturismo que apoiamos no Brasil”, ressalta.
Já o Guia Negro, referência nacional em afroturismo, já realiza roteiros que destacam a presença negra em diversas cidades brasileiras e, com o projeto Caminhada dos Saberes, amplia seu impacto ao dialogar diretamente com o público jovem e escolar. “Fazemos o roteiro com turistas, empresas em busca de letramento racial e escolas privadas. Chegar ao ensino público era um sonho que dependia de parcerias e que agora se concretiza. Esperamos que sejam os primeiros de muitos roteiros para as escolas públicas”, afirma Guilherme Soares Dias, fundador do Guia Negro.
A expectativa é que a iniciativa contribua para a formação de novas gerações mais conscientes sobre a história do Brasil, promovendo respeito à diversidade e valorização da cultura afro-brasileira.
O Capacita Bancorbrás qualifica profissionais para promover um turismo sustentável e responsável em todo o país. O projeto prioriza o desenvolvimento de guias de turismo, transformando-os em multiplicadores ativos de boas práticas. A proposta busca criar um ecossistema sólido por meio de capacitações gratuitas que fortalecem a experiência do turista. Essa iniciativa reforça o compromisso do Instituto com a valorização dos destinos brasileiros e a sustentabilidade do setor. Ao investir na educação profissional, o programa gera impactos positivos diretos no desenvolvimento das comunidades locais.
No Centro-Oeste, o projeto promove a Jornada de Aceleração para impulsionar negócios de impacto em turismo sustentável. Durante seis meses, as iniciativas selecionadas participam de workshops e mentorias focados no fortalecimento de sua gestão estratégica. O processo culmina em um Pitch Day, onde seis finalistas apresentam suas soluções para uma banca de especialistas. As propostas de maior destaque recebem premiações financeiras para potencializar o impacto social e ambiental em seus territórios. Essa etapa permite que empreendedores desenvolvam protótipos estratégicos alinhados aos desafios reais de cada região.
Para 2026, o foco expande-se com uma trilha formativa gratuita voltada para profissionais que atuam no estado de São Paulo. São oferecidas 450 vagas em ambiente virtual com conteúdos interativos e um sistema de gamificação para engajamento. Os dez melhores colocados no ranking final recebem prêmios exclusivos, como oficinas, visitas monitoradas e vídeos institucionais. A iniciativa visa qualificar a mão de obra local e promover o reconhecimento de lideranças no ecossistema paulista. O curso abrange temas essenciais como criação de roteiros sustentáveis e boas práticas de turismo
O Instituto Bancorbrás identificou a necessidade de se aproximar mais dos negócios da Bancorbrás e, após dois anos de estudos e consultas com áreas estratégicas e outros institutos, concluiu que o Turismo Sustentável era a abordagem mais alinhada com sua causa.
Foi lançado um banco de projetos para mapear iniciativas em todo o Brasil, selecionando a Vivalá, empresa especializada em turismo sustentável em unidades de conservação, com foco em turismo de base comunitária, aventuras e voluntariado. A partir de 2023, o Instituto investiu na expansão desse modelo de turismo para outras regiões do país. Com o apoio do IB, 16 novas unidades de conservação foram mapeadas.
Saiba mais sobre essa experiência assistindo a Websérie sobre Turismo Sustentável no nosso canal do YouTube.
Em 2024, o apoio foi destinado ao projeto Caminhos Sustentáveis, do Instituto Samaúma, da Vivalá, que tem objetivo de proporcionar experiências de turismo pedagógico para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, buscando ampliar a consciência deste público em relação aos impactos sociais e ambientais do Turismo na comunidade e no meio ambiente. O projeto beneficiou 300 crianças de Brasília, São Paulo e Minas Gerais.
Em 2024, o Instituto Bancorbrás formalizou uma parceria com a Plataforma Impacta Nordeste, para fomentar as boas práticas sociais e ambientais no Turismo, na região Nordeste do Brasil.
Trata-se do Impulsio.ne, um laboratório de inovação social aberta da Plataforma Impacta Nordeste. Junto com empresas e organizações, são desenvolvidas iniciativas para impulsionar soluções para os principais desafios sociais da região.
Com esta parceria, foram impulsionados 6 negócios de impacto do Nordeste com soluções para o campo do turismo social e sustentável.
Os negócios selecionados participaram de uma aceleração com acompanhamento individualizado, apoio de especialistas, conexão com potenciais parceiros, além de receberem um investimento semente e a oportunidade de se conectar com o ecossistema do Instituto Bancorbrás.
Os desafios
1. Conectar a atividade turística a práticas de conservação da biodiversidade presente nos territórios e de mitigação dos efeitos das mudanças climáticas;
2. Melhorar a experiência turística de pessoas ou grupos em desvantagem social (pessoas com deficiência, LGBTQIAPN+, mulheres, pessoas negras e indígenas) nos destinos por eles escolhidos, considerando boas práticas relacionadas à diversidade, equidade e inclusão;
3. Fortalecer a identidade cultural local e o protagonismo de comunidades tradicionais (quilombolas, indígenas, sertanejos, ribeirinhos, caiçaras, entre outros) em áreas rurais ou em regiões periféricas, por meio do Turismo de Base Comunitária (TBC), evidenciando expressões culturais, gastronomia local, biodiversidade e eventos.
4. Desenvolver soluções tecnológicas focadas na promoção do turismo social e ambientalmente responsável e na melhoria da experiência dos usuários nos destinos escolhidos.
Conheça mais as iniciativas impulsionadas:
Mova Experiências: conectando viajantes ao patrimônio biocultural do Maranhão
Turismo Sustentável no Sertão: Como a Facheiro Experience está transformando o turismo no Seridó
Janoo: plataforma inova ao promover experiências de turismo sustentável de forma responsável
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